terça-feira, 7 de janeiro de 2014

RODRIGUES LIMA



JOAQUIM MANUEL RODRIGUES LIMA


Joaquim Manuel Rodrigues Lima, mais conhecido como Rodrigues Lima, foi o primeiro governador eleito do Estado da Bahia. Era filho do capitão Joaquim Manuel Rodrigues Lima e de Rita Sofia Gomes de Lima e nasceu em Caetité, no dia 4 de maio de 1845.

Ao completar dez anos de idade, foi estudar em Salvador e em 1862 ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia onde frequentou o curso médico até o quinto ano, quando se deslocou para o teatro da Guerra do Paraguai a  fim de servir como cirurgião. De regresso a Salvador, concluiu o curso de medicina pelo que foi diplomado em dezembro de 1869.

Após a formatura, voltou para Caetité onde contraiu casamento com sua prima Maria Victória Gomes de Albuquerque Lima, filha primogênita do Barão de Caetité.

Exerceu clínica em sua terra natal e nela se estabeleceu como médico e agricultor, sendo eleito três vezes para a Assembléia Provincial.

Em 1876 e 1877 realizou viagem de estudos pela Europa.

A Proclamação da República o encontrou como presidente do Conselho Municipal e em 1991, quando os partidos políticos foram organizados, ocupava a Intendência Municipal.

Indicado para a Assembléia Constituinte Estadual, propoz a mudança da capital para a cidade de Vitória da Consquista.

Com a renúncia do Interventor José Gonçalves teve seu nome indicado para ser o primeiro presidente eleito do Estado da Bahia.

Submetido à eleição, foi eleito por esmagadora maioria.

Concluído o mandato presidencial, regressou para Caetité, onde se tornou vereador.

Faleceu no dia 18 de dezembro de 1902, em consequência de moléstia antiga, adquirida no campo de batalha.

Seu governo se destacou pela reestruturação administrativa  e total incentivo à cultura e educação. Extremamente probo, pediu várias vezes ao seu procurador em Caetité que lhe mandasse dinheiro pois não julgava lícito “valer-se do erário público para manter-se”. Outros destaques de sua administração foram o apoio às instituições culturais (notadamente ao Instituro Geográfico e Histórico da Bahia), as obras públicas que promoveu (especialmente as de combate aos efeitos das secas) e a interiorização do ensino de qualidade.

Embelezou e modernizou a capital e foi o responsável pela construção da maior atração turística de sua época, isto é, a praça do Campo Grande, dedicada aos heróis da Independência Baiana.

Há no Largo da Vitória, um busto em sua homenagem, como “preito de saudade e gratidão ao benemérito cidadão que, por sua virtudes cívicas e privadas, deixou seu nome inteiramente ligado à história da Bahia”.





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