OTÁVIO MANGABEIRA
Otávio Mangabeira,
professor da Escola Politécnica da Bahia, político de grande prestígio e
festejado tribuno, nasceu em Salvador, no dia 27 de agosto de 1886, sendo seus
pais Francisco Cavalcanti Mangabeira e Augusta Mangabeira.
Fez os preparatórios na cidade do Salvador e em 1905, foi pela
Escola Politecnica da Bahia.
Em 1908, foi eleito Vereador da capital, iniciando assim uma
longa e brilhante carreira política que lhe rendeu dois exílios.
Em 1912, foi eleito deputado federal e em 1926, no governo
de Washington Luiz, foi Ministro do Exterior.
Em 1930, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras
mas, no mesmo ano, com a revolução liderada por Getúlio Vargas, foi afastado do
Ministério, preso e exilado, na Europa.
Retornou ao Brasil em 1934, quando foi anistiado. Conquistou
então uma vaga na Câmara Federal.
Ainda em 1934, assumiu sua cadeira na Academia Brasileira de
Letras, para a qual havia sido eleito em
1930, pouco antes de ser afastado do Ministério do Exterior.
Em março de 1938, na
vigência do chamado “Estado Novo”, foi novamente preso e condenado pelon
Tribunal de Segurança Nacional. Solto em agosto, foi obrigado novamente a se
exilar na Europa e nos Estados Unidos, onde permaneceu por vários anos.
Em abril de 1945, novamente anistiado, retornou ao Brasil. No
ano seguinte voltou à Câmara Federal, como deputado constituinte.
Em 1947, elegeu-se governador da Bahia, cargo que exerceu
com excepcional brilho, até janeiro de 1951.
Para o seu secretariado, convocou pessoas
as mais representativas da inteligência baiana, tais como Anísio Teixeira (Secretário de Educação),
Albérico Fraga (Secretário do Interior e Justiça), Nestor Duarte (Secretário da
Agricultura), Dantas Júnior e Ives de Oliveira, dentre outros.
Durante o seu governo foi construido e inaugurado o Forum
Ruy Barbosa (sede do Tribunal de Justiça do Estado).
Como governador, presidiu as comemorações do centenário de
Ruy Babosa, ocasião em os restos mortais do grande tribuno foram trasladados
para a Bahia, numa cripta em seu andar térreo.
Tambem em seu governo foram realizadas as comemorações do
quarto centenário da Cidade do Salvador, com um desfile cívico que ficou
marcado nos anais da capital baiana.
Em 1955, meses após o suicídio de Getúlio Vargas, retornou à
Câmara Federal e em 1959, elegeu-se Senador pelo estado da Bahia..
Faleceu no Rio de Janeiro, durante o mandato de Senador, no
dia 29 de novembro de 1960.
Poucos brasileiros o igualaram na defesa dos ideais
democráticos.
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