quarta-feira, 25 de junho de 2014

ALEXANDRE GOMES DE ARGOLO FERRÃO FILHO


ALEXANDRE GOMES DE ARGOLO FERRÃO FILHO

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Alexandre Gomes de Argolo Ferrão Filho, General do Exército Brasileiro e 1º  Visconde de Itaparica, nasceu em 8 de agosto de 1821.  Seu pai, Alexandre Gomes de Argolo Ferrã, foi o  1º Barão de Cajaiba.
Espelhando-se em seu progenitor, assentou praça, aos dezesseis anos  de idade, como 1º cadete no 1º Batalhão de Artilharia. Aos  dezessete, foi promovido a 2º tenente. Em 1840, em gozo de licença, na Bahia, apresentou-se  para participar da expedição que se destinava à província do Maranhão para lutar contra a “Balaiada”. O principal líder desta revolta, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, tinha o apelido de “Balaio”. Fabricava balaios e se revoltou depois que uma de suas filhas foi violentada por um policial. Procurando vingar-se, se tornou sanguinário e feroz, liderando um grupo que devastou o interior do Maranhão, matando, violentando e arrasando os locais por onde passava. O jovem Alexandre fez toda a campanha naquela província.
Regressando à Bahia, um ano depois, expedicionou para as províncias de São Paulo e Minas Gerais. Em 1844, foi promovido a capitaõ. Em 1847, foi agraciado com a comenda da Imperial Ordem  da Rosa, no grau de cavaleiro. Em 1849, foi distinguido com a comenda da Ordem de Cristo. Em 1852, foi promovido ao posto de major, A partir de então sua vida foi toda ela dedicada ao servido da pátria. Em 1868, assumiu o comando da 1ª divisão de infantaria do 2º corpo do exército. Nomeado conselheiro, foi  agraciado com o título de Visconde de Itaparica.
Na Guerra do Paraguai comandou o 2º corpo de exército, e após ter conquistado uma das vitórias mais importantes foi presenteado por Dom Pedro II com um título de nobreza.  Designado por Caxias para construir a estrada do Grão-Chaco, que permitiu que as forças brasileiras executassem a famosa marcha de flanco através do chaco paraguaio. Conta-se que antes de iniciar a construção, Caxias indagou se ele achava viável a construção. O Visconde, sem pestanejar, respondeu: “Marechal ! Se for possível, está feita! Se for impossível, vamos fazê-la!” O Visconde participou da Batalha de Tuiuti e da Batalha de Itororó, onde foi ferido. Antônio Loureiro de Souza, referindo-se a bravura do Visconde, afirmou: “O grande Caxias, com quem serviu, tinha-o em alta conta, não se cansando de elogiá-lo em várias ordens do dia. Soube ser, assim, um grande patriota, desses que pela impavidez e pelo patriotismo, se inscreveram na história nacional.
Em 1869, deixou o Paraguai e, um ano depois, no dia 23 de junho, faleceu em consequência do ferimento de que foi vítima durante a Batalha do Itororó.
 
 
 
 
 




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