quarta-feira, 14 de maio de 2014

MANOEL VITORINO PEREIRA

 
MANOEL VITORINO PEREIRA
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Manoel Vitorino Pereira, médico, jornalista, professor universitário, escritor e político, nasceu em Salvador no dia 30 de janeiro de 1853, sendo seus pais o marceneiro português Vitorino José Pereira e Carolina Maria Franco Pereira.
Filho de uma família humilde, teve uma infância muito pobre, mas possuidor de uma inteligência privilegiada, e muito estudioso, realizou os preparatórios e, em 1871, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, onde cumpriu o tirocínio médico. Enquanto estudante, foi professor particular para os colegas dos cursos médico e de farmácia, e tornou-se preparador interino de bioquímica. Colou o grau de doutor em medicina em 1876, filiou-se ao Partido Liberal e tornou-se lente substituto da Faculdade de Medicina.
Em seguida, viajou para a Europa, onde realizou estágios e cursos de aperfeiçoamento nos hospitais de Paris, Viena, Berlim e Londres.
Em 1885, submeteu-se a concurso para professor catedrático da 2ª cadeira de Clínica Cirúrgica, sendo aprovado com brilhantismo.
Pouco depois, foi eleito secretário do diretório do Partido Liberal e designado chefe de redação do “Diário da Bahia”. Nesta oportunidade defendeu a abolição da escravatura, a monarquia federativa e a extinção da vitaliciedade do senado.
Indicado para o cargo de governador da Bahia, declinou em favor de Virgílio Clímaco Damásio, alegando não ser republicano histórico e não querer tomar posse em um quartel. Indicou para o cargo seu amigo Virgílio Clímaco Damásio que governou  por apenas cinco dias, tempo suficiente para que Manoel Vitorino, cedendo aos argumentos de Ruy Barbosa, reconsiderasse sua decisão. Demovido do propósito inicial, tomou posse no dia 23 de novembro de 1889,  na Câmara Municipal e escolheu Virgílio Damásio como seu Vice. Imbuído da responsabilidade de professor, fez um governo voltado para a educação: promoveu medidas expansionistas e inovadoras, executou o censo escolar, criou um fundo para financiamento da educação, deu ênfase ao ensino da higiene e incrementou a construção de prédios escolares. No campo político, dissolveu os partidos remanescentes do Império (O Conservador e o Liberal), fez um rearranjo político-partidário, passou a Bahia de província unitária a estado federativo, criou a Milícia Civil (sob o comando do governador) e promoveu outras medidas de impacto. A magnitude destes projetos causou forte reação e ele, premido pelas consequências, foi afastado do cargo seis meses depois. Em 26 de abril de 1890,  renunciou em favor do irmão mais velho do Marechal Deodoro, Hermes da Fonseca que, de imediato desfez as reformas empreendidas pelo antecessor.
Em 1895, foi eleito senador pela Bahia. Na condição de Presidente do Senado, tornou-se vice de Prudente de Morais. Como vice-presidente, assumiu a presidência do Brasil durante quatro meses, em virtude do afastamento do titular que passou por uma cirurgia para extrair cálculos biliares, intervenção cirúrgica, na época considerada complexa e de lenta recuperação. No exercício da presidência assumiu uma orientação política diversa da seguida pelo titular, nomeou novos ministros e transferiu a presidência do Palácio do Itamaratí para o Palácio do Catete. Em conseqüência destas medidas, e de outras, Prudente de Morais reassumiu o governo.
Em 1998, ao concluir o mandato do Presidente,  Manoel Vitorino recolheu-se à vida privada, morrendo quatro anos depois, em 1902, com 49 anos de idade.


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