sexta-feira, 4 de abril de 2014

JOSÉ JOAQUIM DA ROCHA


O BEIJO DE JUDAS E PEDRO CORTANDO A ORELHA DE MALCO
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José Joaquim da Rocha, pintor, encarnador, dourador e restaurador, fundador da Escola Baiana de pintura barroca, um dos maiores pintores do Barroco brasileiro, nasceu provavelmente em Salvador, no ano de 1837.

Pouco sabemos de sua vida. Segundo um manuscrito anônimo encontrado por Carlos Ott na Biblioteca Nacional, datado entre 1866 e 1876, José Joaquim da Rocha nasceu em Minas Gerais. Outras fontes dizem que ele nasceu em Salvador, Rio de Janeiro ou até mesmo Portugal. O ano do  nascimento também é incerto.

Sua produção é numerosa mas o estudo de sua obra se torna difícil porque ele não assinou nenhuma de suas pinturas.

Sabemos que ele esteve em Salvador nos anos de  1764 e 1765, época em que estudou com Antônio Simões Ribeiro e mourou no andar superior de um sobrado pertencente à Santa Casa de Misericórdia. Entre 22 de janeiro de 1766 e 28 de agosto de 1769 não existe qualquer registro sobre sua vida. É possível que tenha estado em João Pessoa, trabalhando no Convento e Igreja de Santo Antônio onde se acredita que tenha pintado a “Glorificação dos Santos Franciscanos” no teto da igreja. É possível que tenha estado em Lisboa, onde foi aperfeiçoar seus conhecimentos.

Seja como for, o fato é que quando reapareceu, já estava maduro, em condição de competir com Domingos da Costa Filgueira, José Renovato Maciel e outros mestres. É possível que em 1769 tenha ido para Recife, onde pintou o forro da igreja do Convento de Santo Antônio e decorado a igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão.

Em 1772 ou 1773, estava em Salvador, onde pintou o teto da igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia.  Esta pintura, intitulada “Glorificação da Imaculada Conceição”, é considerada sua obra-prima e, no gênero, é uma das mais notáveis do Brasil. Foi contratado, também, para pintar a capela-mor e encarnar a estátua de Nossa Senhora,  tudo pelo preço irrisório de 1.009$920 reis mas “ao entregar a encomenda recebeu mais 180$000 a título de compensação pelos prejuízos”. Esta obra representa um marco em sua vida pois a partir de então passou a ser considerado o melhor pintor da Bahia.

Em 1777, foi contratado para pintar  uma “Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel”, para o retábulo-mor da capela da Santa Casa, tido como um de seus melhores trabalhos de cavalete.

Entre 1778 e 1780, dourou o retábulo da capela-mor e, possivelmente, um painél para a igreja da Ordem Terceira do Carmo, Em 1780 e 1781, pintou outra “Visitação” para a secretaria da Santa Casa de Misericórdia e os tetos das igrejas do Bom Jesus dos Aflitos, do Rosário dos Pretos, e da Ordem Terceira de São Domingos. Em 1785, iniciou os trabalhos para a Igreja de Nossa Senhoras da Palma (medalhão central, no teto). Na mesma época, é possível que tenha pintado o teto da Matriz de São Pedro Velho. o teto e duas telas na Matriz de Nazaré, em Salvador.

Em 1790, pintou uma série de painéis secundários na Igeja da Palma. Esta igreja  é considerada o maior repositório das obras de José Joaquim da Rocha.

Em 1792, pintou seis quadros grandes para a capela-mor da Santa Casa e dourou algumas molduras. Pouco depois pintou vários painéis na Capela das Mercês. Nesta fase sua fama permitia que ele estabelecesse seus próprios preços mas nunca enriqueceu, apesar das numerosas encomendas que recebia. Levava  uma vida decente, mas era muito generoso. Dava quase tudo o que recebia em esmolas para os pobres e para os presos da cadeia. Conta-se que, já idoso, vendeu sua própria casa para ajudar seu discípulo predileto: José Teófilo dos Santos foi se aperfeiçoar na Europa, às suas custas.

Sua última encomenda importante foi em 1796: seis painéis e alguns douramentos na sacristia da Igreja do Pilar.

A partir de 1802 a 1803, pouco sabemos de sua vida. A princípio a viveu em uma casa barata, de aluguel; depois, sempre doente, se mudou  para uma casa de campo e alí morreu em 12 de outubro de 1807. Não se casou, e por isso não deixou  descendentes. Foi sepultado na Igreja da Palma, igreja que é o grande repositório de suas obras,  e da qual era Irmão Honorário.

Seus discípulos mais importantes são Souza Coutinho, Franco Velasco, Lopes Marques, Antônio Dias, Nunes da Mota, Mateus Lopes, Veríssimo de Freitas, Rufino Capinam e, sobretudo, José Teófilo de Jeus (seu favorito).
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