quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

JOÃO DAS BOTAS

ENTRADA DAS TROPAS BRASILEIRAS
EM SALVADOR, NO DIA 2 DE JULHO
DE 1823





João Francisco de Oliveira Botas, mais conhecido como João das Botas,  herói da Independência, combateu as forças portuguesas nas águas da Bahia de Todos os Santos, na ilha de Itaparica e  no trecho da costa, compreendido entre a Praia da Ponta da Areia e a barra do rio Paraguassu.
Ao lado do almirante Lorde Thomas Cochrane, comandante da esquadra brasileira, é considerado herói da Marinha Nacional.
Na época da proclamação da Independência, nem todas as províncias aderiram à causa brasileira. O principal foco de resistência contra o domínio lusitano concentrou-se na Bahia, onde o Governador das Armas, General Madeira de Mello, tinha sobre seu comando apreciável força de terra e mar.
Inicialmente, a  reação foi desarticulada mas aos poucos foi se organizando e se alastrando  pelo interior.  Os portugueses recuaram, até se  confinarem à cidade de Salvador e  arredores. No mar, todavia, conservaram a supremacia.
A sorte da guerra acabou dependendo do domínio da Bahia de Todos os Santos e, consequentemente, do abastecimento das tropas  e das cidades envolvidas  no movimento.  Neste contexto, a vitória  ficou nas mãos  da “Flotilha Itaparicana” que durante sete meses combateu, sem tréguas, a esquadra lusitana.
João das Botas recebeu ordem de partir para Itaparica, e assumir o comando da flotilha. Ao chegar em Itaparica, em fins de novembro de 1822, tomou as primeiras providências. Em  6 de dezembro, lançou ao mar o primeiro barco artilhado, o “Pedro I”. Depois, acrescentou três outros barcos e pouco a pouco foi aumentado seus liderados, até alcançar um contigente de cerca de 800 homens.
Os portugueses atacaram  Itaparica com  quarenta lanchas, dois brigues de guerra e  várias canhoneiras.  João das Botas, com  quatro barcos, resistiu  durante três dias, tornando impossíel o  desembarque dos invasores.
Os portugueses perderam a supremacia marítima  e, ao mesmo tempo,   ficaram cercados por terra, nas cercanias  de  Pirajá.
Em 2 julho de 1823,  as tropas  brasileiras  entraram em  Salvador.
O General Madeira de Melo  rumou  para Portugal sob o fogo da Esquadra Brasileira.  A  Flotilha Itaparicana, sob o comando  de  João das Botas,  perseguiu  os barcos lusitanos até  alto mar.
 
 
 

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