sexta-feira, 1 de agosto de 2014

MESTRE MORAES


MESTRE  MORAES

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Pedro Moraes Trindade, conhecido como Mestre Moraes, famoso difusor da capoeira de Angola, nasceu na Ilha da Maré, em 9 de fevereiro de 1959. Seu pai, também capoeirista, era -- de igual modo, adepto da capoeira de Angola.
Moraes começou a praticar a capoeira quando tinha oito anos, ocasião em que freqüentou a academia de Mestre Pastinha que já estava cego e não dava mais aula. Nessa altura da vida Mestre Pastinha passou o comando de sua academia para os alunos João Grande e João Pequeno.
Desde a mocidade, Mestre Moraes foi um apaixonado pela capoeira de Angola. “Eu nasci com a missão de aprender e ensinar a capoeira de Angola”, afirma ele. O  estilo de Angola era praticado pelos escravos africanos como meio de defesa contra os maus tratos dos colonizadores. Era ensinado aos mais novos pelos escravos mais velhos, e assim passou de geração a geração, até a década de trinta do século passado. Sobreviveu, apesar da perseguição sofrida pelos  seguidores. Na Guerra do Paraguai, por exemplo, foram enviados para o campo de batalha para serem exterminados. Nos anos trinta, Mestre Bimba criou um novo estilo de capoeira mais ao gosto da classe  dominante. A primeira apresentação dessa nova capoeira, chamada regional, foi em palácio, para o Presidente Getúlio Vargas. A capoeira de Angola tem como principais defensores, Mestre Pastinha e seus discípulos, João Pequeno e João Grande. É praticada por artesões e proletários: sapateiros, pedreiros, estivadores, açougueiros, porteiros e estivadores. 
Em 1970, Mestre Moraes mudou-se para o Rio de Janeiro de onde voltou após a morte de Pastinha, treze anos depois. De regresso a Salvador, fundou o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP), com o objetivo de transmitir e preservar os ensinamentos que recebeu de seus mestres. Além de presidente do GCAP, é professor de Inglês, Mestre em História Social pela Universidade Federal da Bahia, doutor em Cultura e Sociedade pela mesma universidade e compositor de música de capoeira. Seu disco “Roda de Capoeira” foi indicado ao Grammy, em 1984.
Apaixonado pelo estilo de Angola, afirma: “Eu acredito que nasci com a missão de aprender e ensinar a capoeira”. Durante os últimos quarenta e cinco anos não tem feito outra coisa senão aprender e ensinar capoeira,  estabelecer relações com outros capoeiristas, pesquisar e analisar a capoeira e realizar trabalho de campo.
Em entrevista a Claudiane Lopes revelou que para restabelecer o prestígio da capoeira de Angola, e difundi-la em outros países, teve de ingressar na UFBa e estudar inglês e literatura.
 Mestre Moraes leciona português e inglês no sistema público de ensino.
O GCAP tem sede em Salvador mas possui escolas de capoeira no Ceará,  Rio Grande do Sul, São Paulo e Japão. “Nós do GCAP visamos sensibilizar, plantando sementes e orientando pessoas que são vozes levantadas contra o preconceito e o racismo. Em todos os momentos da nossa história, a capoeira tem sido uma arma de resgate e cidadania. O  GCAP é o único grupo voltado para a questão sócio-política”.
 

"A história nos engana.
Diz tudo pelo contrário.
Até diz que a abolição
Aconteceu no mês de maio.
A prova dessa mentira
É que da miséria não saia.
Viva vinte de novembro
Momento pra se lembrar
Não vejo em treze de maio
Nada pra comemorar
Muito tempo se passou
E o negro sempre a lutar
Zumbi é nosso herói
Zumbi é nosso herói, colega velho
Do Palmares foi senhor
Pela causa do homem negro
Foi ele quem mais lutou
Apesar de toda luta, colega velho
O negro não se libertou..."



(Mestre Moraes)




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