segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

SANTE SCALDAFERRI


e
SANTE SCALDAFERRI




Sante Scaldaferri, ator, pintor, gravador, tapeceiro, cenógrafo e professor,  nasceu em Salvador  no ano de 1928.
Na década de 1940 pariticipou de movimentos culturais, muito embora sua vocação artística tenha surgido muito depois.  Ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou Pintura e foi diplomado em 1957. Terminado o curso na Escola de Belas Artes, matriculou-se na Escola de Teatro, onde foi aluno de Mário Cravo Júnior, Rescala e Giani Ratto.
 
Participou do movimento Cinema Novo, iniciativa pioneira de Glauber Rocha, foi assistente artísitco da arquiteta Lina Bo Bardi, durante a implantação do Museu de Arte Moderna da Bahia, e lecionou Iniciação Artística na Escola da Criança, que funcionava nas dependência do Museu. Realizou retratos e pinturas de temática social, além de painéis para espaços públicos na capital baiana.
Nos anos 70, como professor e coordenador de programas sociais, foi responsável pela implantação, em Salvador, dos centros de formação artesanal do Seerviço Social do Comércio (SESC), do Serviço Social da Indústria (SESI) e da Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia. Ministrou cursos para jovens carentes e crianças que tinham algum talento artístico. Esta experiência foi levada, também,  para o Colégio Simões Filho, nos Alagados.
 
Em 1997, publicou o livro “Os Primórdios da Arte Moderna na Bahia”; em 2000, realizou o vídeo “Sante Scaldaferri - A Dramaturgia dos Sertões” ; em 2001, produziu o vídeo “Sante Scaldaferri, Erudito e Popular”  e em 2003, lançou “Sante Scaldaferri: “Desenhos”.
Sante Scaldaferri atuou como membro do juri do “I Salão do Museu de Arte Moderna da Bahia”, em 1994;  do “Salão Regional de Itaparica”, em 1997 e do “VIII Salão do MAM-Bahia de Artes Plásticas”, em 2001.
Fez parte do Conelho Estadual de Cultura da Bahia, é comendador da “Honra ao Mérito Patriarca São Bento” e foi homenageado pela Câmara dos Deputados, em 19 de janeiro de 1994, ocasião em que o Deputado Harol Lima fez o o seguinte pronunciamento:  "Sante é um artista requintado e original em sua técnica. Mas é um artista do povo. Sua arte nos brinda com a beleza forte da simplicidade e da verdade, a começar pelo objeto de seus quadros, o cotidiano da vida, as alegrias, tristezas, orgulho, prepotência, esperança e fé, que caminham junto com a humanidade"
Como pintor, participou de exposiçõe  individuais  no Brasil, França, Itália e Suiça,  e  coletivas no Brasil, Senegal, Japão, Estados Unidos, Surinam, Costa Rica, Tunísia, Inglaterra, Equador, Venezuela, Itália, França, Suiça, China, Portugal e Argentina.
 
 
FONTE: Wikepédia, a enciclopeia livre
 
 
OBRAS DE SANTE SCALDAFERRI
 
    
 
 
 
 

 



 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

JOÃO UBALDO RIBEIRO


           
JOÃO UBALDO RIBEIRO

                                                                                  
 

 

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro, mais conhecido como João Ubaldo, escritor, jornalista, roteirista e professor, membro da Academia de Letras da Bahia e detentor da maior premiação para autores de língua portuguesa,  nasceu em Itaparica em 23 de janeiro de 1941, sendo seus pais Manoel Ribeiro, advogado de renome, fundador do curso de Direito da Universidade Católica do Salvador,  e Maria Felipa Osório Pimentel.
Ubaldo é autor de vários romances (Setembro não tem sentido, Sargento Getúlio, Vila Real, Viva o povo brasileiro, O sorriso do lagarto, O feitiço da Ilha do Povão, A Casa dos Budas Ditosos, Miséria e grandeza do amor de Benedita, Diário do Farol e O Albatroz Azul), Contos (Vencecavalo e o outro povo, e Livro de histórias), crônicas (Sempre aos domingos, Um brasileiro em Berlim, Arte e ciência de roubar galinhas, O Conselheiro Come, A gente se acostuma a tudo e Rei da Noite) e Ensaios (Política; quem manda, por que manda, como manda), alem de obras infanto-juvenis (Vida e paixão de Pandonar, o cruel, A vingança da Charles Tiburone e Dez bons conselhos de meu pai)
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Quando completou dois meses de idade seus pais mudaram-se para Aracaju, onde passou parte da infância.  Em 1947, estudou as primeiras letras com um professor particular.  Alfabetizado,  começou a ler Monteiro Lobato e outros autores de livros infantis. Em 1951, matriculou-se no Colégio Estadual  Atheneu Sergipense. Nessa época foi tomado  por uma verdadeira paixão pela leitura. Foi um excelente aluno.  Seu pai exigia contas sobre os textos que havia lido, obrigando-o a resumi-los e traduzir alguns  trechos. Nas férias, ao invés de se divertir, lia tudo que lhe chegava às mãos, praticava  latim, e copiava  sermões do Padre Vieira.  Quando seus pais se mudaram  para a Salvador,  o jovem Ubaldo fez amizade com engenheiros norte-americanos, e aprofundou  seus conhecimentos de inglês. Matriculou-se no curso clássico do Colégio da Bahia. No ano seguinte  conheceu Glauber Rocha, do qual  se tornou  grande amigo.
Em 1957, começou a trabalhar como repórter no “Jornal da Bahia”, onde iniciou a vida de jornalista. Depois, se transferiu para “A Tribuna da Bahia” e foi editor-chefe. Em 1959, participou da antologia “Panorama do Conto Bahiano”, organizada por Nelson de Araujo e Vasconcelos Maia. Ingressou na  Prefeitura de Salvador, como Office-boi; em seguida passou a redator, no Departamento Municipal de Turismo.
Concluído o curso clássico, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, pela qual foi diplomado em 1962. No penúltimo ano do curso, editou revistas e jornais culturais,  leu e releu os grandes mestres da literatura e  participou da coletânea de contos “Reunião”, editada pela Universidade Federal da Bahia.
Em 1962, fez pós-graduação em Administração Pública e, no ano seguinte, escreveu seu primeiro romance, “Setembro não faz sentido”.  Em 1964, foi para os Estados Unidos, onde fez seu mestrado em Administração Pública e Ciência Política. Regressou em 1965, quando começou a lecionar Ciências Políticas na UFBa. Ao cabo de seis anos deixou a carreira acadêmica e voltou ao jornalismo.
A partir de então, ganhou notoriedade.
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Seu estilo é caracterizado pela ironia e pelo contexto social do Brasil, sem perder os liames com a cultura portuguesa e a cultura africana. Às vezes, diz Antônio Olinto, “ele começa a história pelo meio, como se ela já houvesse existido antes. Mas como falar deste país sem o lanho do humor? Em tudo insere João Ubaldo a visão do humorista, que vê o que não aparece, identifica a nudez das gentes, entende os pensamentos ocultos".
 
  
 
 
 
     


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

JOACI GÓES


         
    JOACI GÓES
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Joaci Fonseca de Góes, mais conhecido como Joaci Góes, advogado, jornalista, político, homem de letras e empresário, nasceu na fazenda São Bento, município de Ipirá, no dia 25 de agosto de 1938, sendo seus pais João de Souza Góes e Mariana Fonseca de Góes.
Fez o curso primário nos arraiais de Ponto Alegre e Pau de Ferro. Aos 12 anos de idade, mudou-se para Salvador onde cursou o ginasial no Colégio Severino Vieira e o colegial no Colégio Central da Bahia.

Concluídos os estudos preliminares, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, pela qual foi diplomado em 1963.
Como empresário, tem apreciável folha de serviço: Sob a supervisão paterna e a liderança de seus irmãos mais velhos, participou da fundação da Construtora Góies,  em 1959, quando ainda era estudante de Direito. Com o surgimento do Banco Nacional de Habitação, fundiram ambas  empresas em uma só:  a Góis-Cohabita.  que passou a operar no Brasil e no exterior. Posteriormente enveredou por outras atividades,  nos ramos de agropecuária, indústria, educação e energia. Não podendo conciliar a vocação acadêmica com as atividades empresariais, Joaci optou pelo mundo dos negócios, dedicando porém as horas vagas ao hábito da leitura, passando assim a ser considerado intelectual e, ao mesmo tempo, empresário.
Como jornalista, além de colaborar na imprensa baiana, foi, por mais de 27 anos, o principal dirigente do jornal “Tribuna da Bahia” e co-proprietário da Rádio e TV Aratu.
Como político foi eleito deputado federal constituinte, (1987-1989). No exercício do  seu mandato, foi coordenador da bancada baiana, vice-líder do  partido e membro de várias Comissões e Subcomissões.
Como intelectual, é conferencista, orador, articulista e autor de vários ensaios. Em 2001, publicou “A Inveja nossa de cada dia, como lidar com ela”; em 2004, “Anatomia do ódio” e em 2009, “A força da vocação para o desenvolvimento das pessoas e dos povos”. Assina uma coluna semanal do jornal “A Tribuna da Bahia”, é comentarista da Rádio Metrópole e consultor educacional das Obras Sociais Irmã Dulce. É titular  da Academia de Letras da Bahia, onde ocupa a Cadeira n. 7 que tem como Patrono José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu.
 
É sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, diretor da Associação Comercial da Bahia e sócio do Instituto Genealógico da Bahia.





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MÃE SENHORA


 
MÃE SENHORA
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Maria Bibiana do Espírito Santo, conhecida como Mãe Senhora,  nasceu em Salvador, no dia 31 de março de 1880, sendo seus pais Félix do Espírito Santo e Caludiana do Espírito Santos. Foi a terceira Iyalorixá do Ilê Opô Afonjá. Descendente  da nobre família Asipá,  era neta de Marcelina da Silva, fundadora do Candomblé da Barroquinha, primeira casa de candomblé no BrasIL.
Foi Iniciada na nação de Ketu por Mãe Aninha, em 4 de novembro de 1907. Casou-secom Arsênio dos Santos e com ele teve um único filho, Deoscórides Maximiniano  dos Santos (Mestre Didi).

Possuia uma barraca na rampa do Mercado Modelo.  Pela  manhã  vendia  manga, araçá, mangaba, bolinhos, manauês e bolachinhas de goma.  No início da tarde  voltava para casa, levando  suprimentos  para o preparo dos  quitutes do dia seguinte. Em janeiro, por ocasião das festas do Senhor do Bonfim, vendia   cocada e outros doces, no largo da Ribeira.
Frequentava igrejas, e  assistia missas. Nas rua andava  como se fosse qualquer pessoa.  No terreiro de Candomblé, usava  as roupas do preceito, isto é, lenço na cabeça, bata, colar, balagandãs, berloques e saia rodada.

Em 1945, sete anos depois da morte de Mãe Aninha, Maria Babiana  passou a  Ialorixá . Como  mãe de santo, conta Agenor Miranda, “foi a verdadeira continuadora de mãe Aninha. Quando a conheci, diz ele,  Mãe Senhora  era  uma verdadeira rainha. Sabia ser dócil e meiga mas, também, sabia impor respeito, quando necessário.  Todos respeitavam Mãe Senhora. Eu era  amigo dela mas  sempre a respeitei  porque os antigos sempre tinham em mente a hierarquia. Ela era mais velha do que eu.”
Várias pessoas   abordaram  diferentes aspectos de Mãe Senhora:

1) Sinval da Costa Lima, disse que ela  “era uma mulher muito rigorosa com as coisas da seita;  não abria mão de nada que não fosse determinado, não fazia nada sem "ir ao pé de Xangô", isto é sem que ele autorizasse e confirmasse...”

2)  Sua neta Nídia, filha de Mestre  Didi contou  que na festa de Oxum Mãe Senhora se mudava para a casa de Oxum e lá permanecia  16  dias em companhia das pessoas mais íntimas. Na casa de Oxum cozinhava, lavava roupa e fazia as demais obrigações.

3) Moacyr Barreto Nobre acrescentou: “era uma maravilha. Eram 16 dias de obrigação para Oxum. Ela vibrava e dançava muito. Ela era leve, era linda”.

4) Mãe Carmen, filha de Menininha do Gantois, relatou  que Mãe Senhora Senhora “era bem meiguinha;  aquele jeito de Oxum, aquele carinho, mas na hora necessária tinha pulso forte. Era baixinha, meio forte, aquele jeito de mãezona, um jeito gostoso de baiana, que a gente não vê mais. Meio gordinha, meio redondinha, meio fofinha-, andar macio, pisando mais para um lado, aquele jeito manhoso de andar...”

5) Nancy Carybé contou que Mãe Senhora “tinha uma coisa que impressionava muito: era o de olhar para a pessoa e saber das coisas que se passavam com ela, o que ia em sua cabeça. Ela dizia  coisas que depois, quando se consultava os búzios, eles confirmavam tudo..."

6) Nídia Maria Santos recordou  que Mãe Senhora “não dava entrevista, não gostava de repórter. Só quem conseguia entrevistá-la era Jorge Amado, Antônio Olinto, Carybé, Camafeu de Oxóssi, que eram muito amigos dela.”

7) O antropólogo Vivaldo da Costa Lima, disse   que Mãe Senhora iniciou cerca de oitenta pessoas, sendo que apenas oito eram do sexo masculino.

Mãe Senora morreu em 22 de janeiro de 1967. Quinta feira, 19 de janeiro, recebeu a visita do amigo Luiz Domingos. Olhou para ele e disse: “Olhe, meu escurinho, no sábado eu quero comer peixe trazido por você”. Sexta feira, dia 20,  passou mal. No sábado  pela manhã  Luiz Domingos,  onforme prometera, mandou  peixe fresco  para o almoço; à tarde,  Jorge Amado levou o médico Menandro Novais  que,  ao examiná-la,  recomendou repouso.  Ela alegou que não podia repousar pois tinha de fazer as obrigações de Xangô. À noite foi dormir e, na madrugada de domingo, 22 de janeiro, faleceu.
 
FONTE: Wikepédia, a enciclopédia livre


Mãe Senhora, Jorge Amado, Zélia Gattai. Simone de
Beauvoir e Jean-Paul Sarte
 
 
 
Mãe Senhora, Vivado Costa Lima, Jorge Amado,
Zélia Gattai, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CALASANS NETO



CALASANS NETO
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José Júlio de Calasans Neto,  mais conhecido  como  Calasans Neto, pintor,  gravador,  ilustrador,  desenhista, entalhador e cenógrafo, nasceu em Salvador, sendo seus pais José  Júlio de Calasans, médico psiquiatra, professor da Faculdade de Medicina da Bahia  e Frieda Elisabeth Geiger de Calasans.
Acometido de poliomielite aos sete anos de idade, ficou com algumas seqüelas, mas não se deixou abater pela doença: subia e descia ladeiras, nadava muito e dirigia automóvel.
Concluído os preparatórios, ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde foi aluno de Mário Cravo Júnior   e  Genaro de Carvalho.
Em 1950 participou, com Glauber Rocha e outros artistas, de um movimento de renovação das artes e das letras, chamdo   JOGRALESCA e  criou  a revista Mapa e as “Edições Macunaína”.
Graduado, especializou-se em gravura em metal e madeira, com  preferência  para a correlação da gravura com a cultura popular.
A partir de 1956, foi o responsável por várias iniciativas:
1) Criou cenários para peças teatrais (“A Jogralesca”, “Morte e Vida de Severina”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha e “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancisco Guarnieri);  
2) Ilustrou  livros de Jorge Amado ("Tereza Batista Cansada de Guerra" e "Tieta do Agreste"), Tasso Franco, Olga Savary, Zélia Gattai e Sônia Coutinho, Ivan Rabinllo ("Aprendiz de Feiticeiro") e Silva Dutra ("Vinte e Cinco Sonetos da Bahia");
3) Criou  cenários para filmes famosos (“Deus e o Diabro na Terra do Sol”, de Glauber Rocha; “Os Fuzis”, de Rui Guerra; “Sem Saída”, “Memória de Deus”, “O Diabo em Monte Santo” e “Corobobó”, de Agnaldo Azevedo);
4) Criou  obras para locais públicos (“Ode a Jorge Amado”, escultura de ferro resinado e latão feita para a Ladeira do Abaeté, “Sedes Sapientiae”, painel para Universidade de Louvain-la Neuve, na Bélgica e “Teresa e Tieta”, painel para Fundação Casa de Jorge Amado).
Notabilizou-se pelas suas gravuras mas foi na madeira que conquistou o reconhecimento  internacional. Em suas gravuras retrata as belezas e  os mitos da Bahia.  Na pintura eterniza suas lindas praias, os encantos de Itapoan,  o sol da Bahia, o farol da Barra, o casario do Centro Histórico e as "baianas" das ruas e esquinas de  Salvador.
O grande artista recebeu, famoso mundialmente, foi homenageado em várias oportunidades:
 
1) Em 1976, foi criado, em Natal-Rio Grande do Norte, o Prêmio Calasans Neto;  
2) Em 1979, foi inaugurada a Sala Calasans Neto, no Inst. de Música da UCSal.
3) Em 1981 o Governo da Bahia  outorgou a Ordem do Mérito, no Grau de Comendador;
4) Em 1981, o Governo Federal  outorgou a Ordem de Rio Branco;
5) O cineasta Agnaldo Azevedo lançou o documentário “Calazans Neto, Mestre das Artes e da Vida”.
 
Calazans Neto faleceu em Salvador, no dia 1º de maio de 2006.

 

 

FONTE: Assis Gonçalves, Cassandra de Castro. Tese de doutoramento sob orientação de Daisy Peccinini de Azevedo.

 
OBRAS DE CALASANS NETO
 
 

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

HORÁCIO DE MATOS


HORÁCIO DE MATOS
 
 
 
A história  tem  heróis e contra-herois, homens do mal e homens do bem. Horácio de Matos foi um lutador, defendeu seus princípios, fez  parte da história.
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Horáio Queirós de Matos, mais conhecido como Horácio de Matos, político e coronel do sertão, chefe de uma verdadeiro exército de jagunços, nasceu na Chapada Velha de Brotas de Macaúbas, no dia 18 de março de 1882.
Aos 15 anos de idade  demonstrou  sua  bravura quando a fazenda de seus pais foi invadida por uma patrulha da polícia e o comandante,  tenente Policarpo, exigiu que ele revelasse onde estavam os diamantes e seus familiares.  Horácio reagiu e negou-se a falar.
Inicialmente, o jovem Horácio morou na cidade de Morro do Chapeu, apadrinhado pelo Coronel Dias Coelho. Alí se estabeleceu como comerciante, até que seu padrinho comprou para ele uma patente de tenente-coronel da Guarda Nacional. Com  esta patente iniciou sua liderança na região. Herdou o comando da familia e, após longo enfrentamento com adversários, transformou-se em senhor absoluto da Chapada Diamentina.  
A “Chapada “  era uma zona  rica de diamentes e habitada por forasteiros.  Tinha em Horácio de Matos um lider que  desafiava o governo e tratava de igual para igual autoridades e  governantes. Ele e seus comandados obedeciam cegamente os seguintes princípios:
 
“Não humilhar ninguém, mas também nunca se deixar humilhar por quem quer que seja:
Não roubar jamais, sejam quais forem as circunstâncias, nem permitir que alguém roube e fique impune;
Ser leal com os parentes e amigos, protegendo-os sempre;
Ser leal com os inimigos, respeitando-os em tempos de paz e enfrenando-os em tempos de guerra;
Não provocar, nem agridir, mas se for ofendido, colocar a honra acima de tudo e reagir, porque de nada adianta viver sem a dignidade”.
 
Defendendo  estes postulados, Horácio comandou um exército de seguidores. Fez  justiça com as próprias mãos, desafiou o poder constituído, derrotou a Coluna Prestes e atacou a vila de Campestre, vencendo uma batalha que durou  42 dias. Cercou o povoado e enfrentou seus defensores (cerca de 200 homens, dentre os quais 50 soldados da polícia baina). Horácio manteve o cerco e, ao cabo de mês e meio o comandante e seus comandados abandonaram  a cidade e fugiram.
Muitas outras lutas enfrentou Horácio, no comando de seus jagunços. Duas vezes combateu as tropas da polícia  e, com o apoio de outros coronéis, conquistou Lençóis que se entregou sem disparar um só tiro e o fez seu Intendente.
Sua coragem não conhecia limites. Tendo conquistad Lençois, ameaçou invadir Salvador.
Vitoriosa a Revolução de 1930, os detentores do poder propuzeram a deposião das armas e o fim dos conflitos. Horácio de Matos, apesar de tudo, era  um defensor da paz  no Sertão. Motivo por este desejo, aceitou   a proposta. A Comissão de Desarmamento foi ao enconro de Horácio, em Lençois, onde foi recebida  de modo amistoso.
A Revolução, todavia, tão logo desarmou o sertão, mandou prender Horácio de Matos que foi feito prisioneiro, no dia 30 de novembro de 1930.
Conduzido a Salvador, é solto condicionalmente e na noite de 15 de maio de 1931, saindo  para  passear com a filha de seis anos de idade, foi morto pelo agente policial Vicente Dias dos Santos que o alvejou com três tiros pelas costas.
Assim morreu  Horácio de Matos, o maior Coronel da Bahia.
 
FONTE: Wikipédia, a enciclopédia livre
 
       
 CASA DA CULTURA, LENÇOIS
PRAÇA HORÁCIO DE MATOS, LENÇOIS
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

ADROALDO RIBEIRO COSTA





ADROALDO RIBEIRO COSTA
 




Adroaldo Ribeiro Costa  teatrólogo, compositor, professor e jornalista, nasceu em Salvador no dia 13 de abril de 1917.
Viveu grande parte da infância e adolescência  em Santo Amaro da Purificação, motivo pelo qual  é considerado filho de Santo Amaro.
Diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia, iniciou a advocacia em Salvador. Em pouco tempo, foi envolvido pela vocação para o  magistério e  jornalismo.
Empolgado pelo que fazia,  promoveu  atividades literárias, artísticas e esportivas nos Colégios João Florêncio Gomes, Nossa Senhora Auxiliadora (dos Irmãos Maristas), Instituto Normal Isaias Alves e outros  estabelecimentos de ensino secundário da capital. Na Faculdade de Ciências Econômicas, foi um professor muito atuante e estimado.
Desde criança teve especial atração pelo  teatro, motivo pelo qual assumiu, em 1943, o setor  de rádio- teatro da Rádio Sociedade da Bahia e implantou o programa  A HORA DA CRIANÇA. Várias personalidades famosas  fizeram parte da HORA DA CRIANÇA: Gilberto Gil, Glauber Rocha,  Gil Soares, Ângelo Andrade, Remy de Souza, Juarez Paraído, Jairo Simões, Fernando Passos, Fred Souza Costa, e muitos outros.
Em 22 de dezembro de 1947, inaugurou o Teatro Infantil Brasileiro, encenando a opereta Narizinho, no Teatro Guarani,  em presença de Monteiro Lobato. Encenou  várias outras peças, atraindo caravanas de espectadores  de várias partes do Brasil.
Como jornalista,  manteve durante vinte anos  um tablóide no vespertino “A TARDE” . Ao longo de  trinta anos assinou, no mesmo jornal,  a  coluna CONVERSA DE ESQUINA. Colaborou no jornal  “O Imparcial” usando  o pseudônimo Drodoala.
Na TV Itapoan, organizou o Primeiro Salão Infantil Baiano de Artes Plásticas e gravou três elepês (Vinte Anos da Hora da Criança, Navio Negreiro e Hora de Cantar).
Como escritor, reuniu 50 crônicas em um livro intitulado CONVERSA DE ESQUINA;  depois, lançou mais dois livros: ORAÇÃO Á JUVENTUDE e IGARAPÉ-HISTÓRIA DE UMA TEIMOSIA
Em 1953, a HORA DA CRIANÇA  foi tramsformada em Sociedade Civil.
A Câmara de Vereadores de Santo Amaro, reconhecendo sua dedicação ao município,  outorgou-lhe o título de Cidadão Honorário.
Compôs dezenas de melodias, destacando-se dentre elas  VALSA DA CHUVA, CANTIGA DO VERÃO, TOTOZINHO e  SONHO DE BRUXA. Resgatou inúmeras cantigas de roda e fundou, com a Professora Denise Tavares, a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato.
Dirigiu a Fundação de Amparo aos Menores da Bahia e o Instituto Normal Isaias Alves e  encenou diversas  peças no palco desta  Instituição.
Foi agraciado com a Medalha Barão de Macaúbas, pela Secretaria de Educação.
O Hino do Esporte Clube da Bahia é de sua autoria.
O programa A HORA DA CRIANÇA foi ouvido e acompanhado durante trinta e cinco anos  por milhares de pessoas e o seu projeto educacional  foi executado com grande sucesso durante muitos decênios.
Adroaldo Ribeira Costa, morreu no dia 27 de fevereiro de 1984, deixando imenso vazio nos meios artístico e cultural da Bahia.
 
FONTE: Blogue de Gutemberg
 
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DEPOIMENTO DE CYVA E CYNARA, DO "QUARTETO EM CY E
AFINS"
"No dia 07 de novembro passado, nos juntamos aos nossos amigos de infância e adolescência, para uma confraternização de ex-integrantes da Hora da Criança, em Salvador: (a Hora da Criança é uma Sociedade Civil que foi organizada pelo Prof. Adroaldo Ribeiro Costa, no final dos anos 40 e pelas décadas seguintes, com a finalidade de educar através da Arte).
O encontro deu-se durante um almoço e, lá, tivemos a oportunidade, depois de muito tempo, de estar com Silvinha, Ieda, Fernando Antonio, Carlos, Inahiá, Renato Pessoa, Maria Lúcia e Helvécio, Sonia, Margot, Risoldete, Nila, Mariote, Mariúcha, Marizete e Marilene, Nalvir, Ângelo Roberto, Gildo, Edivaldo Souza, Zuleide, Wanderlino e Waldite, Ivonete Paim, Ana Maria, Mecenas, Adalgiza, Ada Brito, D. Isaurinha Gazineo e muitos outros. E todos estes participaram das peças infantis montadas pelo Prof. Adroaldo Ribeiro Costa, Maestro Agenor Gomes e pelo Prof.  Zózimo.  

Nas peças infantis como “Narizinho”, “Monetinho”, “Enquanto nós cantarmos”, “Timide”, representávamos personagens os mais diversos, como: formiga, a felicidade perdida, pajem, papagaio, lagartixa, sapo, príncipe, rei, rainha, gaturamos, tangarás, libélulas e outros bichos. Por exemplo: Cybele foi a mãe de Timide e a fada do bosque. Cylene foi a Branca de Neve. Cynara foi a Bela Adormecida no bosque e a gaturama de Narizinho. Cyva foi a Rainha Lurialinda na peça Monetinho. E por aí vai... Nós nos reconhecemos naquela turma, que nos transportou a uma época feliz e repleta de fantasia, onde foi plantado em todos o amor à arte"