segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

MESTRE PASTINHA


         
 
 
 
Vicente  Joaquim Ferreira Pastinha, mais conhecido como “Mestre Pastinha”, um dos maiores mestres de Capoeira em nosso país, nasceu em Salvador no 5 de abril de 1889, sendo seus pais o espanhol Jose Senor Pastinha, comerciante dono de um pequeno armazém no Centro Histórico,  e Maria Eugênia Ferreira, que vivia lavando roupas e vendendo acarajé.
Aos oito anos de idade, foi iniciado na arte da capoeira por um negro africano, chamado “tio Benedito” que, ao ver Pastinha um menino magricela, apanhar de um garoto mais velho, resolver ensinar-lhe um meio de defesa. Recordando o episódio Pastinha contou mais tarde:
 "Quando eu tinha uns dez anos - eu era franzininho - um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua - ir na venda fazer compra, por exemplo - e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza. Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui...Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito." (Revista de História da Biblioteca Nacional, Ano 3, Nº 30, março 2008.)
Ainda menino, freqüentou o Liceu de Artes e Ofício, onde se iniciou na pintura. Nas horas vagas empinava arraia e jogava Capoeira, ofício em que se tornou tão versado que, aos 13 anos, ficou temido e respeitado.
Em 1941, fundou a primeira escola de Capoeira reconhecida pelo Governo baiano, no Largo do Pelourinho. Em 1966, foi  destaque da delegação brasileira que  participou do primeiro Festival Mundial de Arte Negra, no Senegal. Seu mérito é  ter transformado a Capoeira em arte, conforme  exposto em seu livro “Capoeira de Angola”.
A originalidade do seu método de ensino  e  a sua prática  como verdadeira expressão artística,  privilegiam o trabalho físico e mental e propicia  grande capacidade criativa. Com este perfil dedicou-se, durante décadas, ao ensino da Capoeira, inclusive no final de sua existência  quando,  quase  cego,  não   deixou de acompanhar seus alunos  (dentre estes  estão os Mestres “João Grande”, “João Pequeno”, “Curió” e “Bola Sete”). Jorge Amado, Mário Cravo e Carybé foram assíduos freqüentadores de “Mestre Pastinha”, cuja Academia  é o tema central do disco “Transa”, de Caetano Veloso.
Apesar da notoriedade, “Mestre Bimba” envlheceu  cego e paralítico. Em 1973, foi obrigado a deixar sua Academia. No local foi instalado o Restaurante do SENAI.
Morreu em Salvador, completamente esquecido, no dia 13 de novembro de 1981.
 
FONTE: Wikipédia, a enciclopédia livre
 
 

      

 

 

MESTRE DIDI


         
MESTRE DIDI





Deoscóredes Maximiliano dos Santos, mais conhecido como "Mestre Didi", sacerdote,  escultor e escritor, nasceu em Salvador no dia 2 de dezembro de 1917, sendo seus pais Arsínio dos Santos, grande alfaiate da Bahia, e Maria Bibiana do Espírito Santos (ou "Mãe Senhora”, descendente da tradicional família Asipa, originária de Oyo e Ketu, importantes cidades do Império Yoruba).
Criado desde cedo na religião católica, foi batizado, fez primeira comunhão e foi coroinha da Igreja Católica. Aos oito anos de idade, afastou-se do catolicismo e foi iniciado na religião afro-brasileira  por "Mãe Aninha". Sua trisavó, Marcelina da Silva,  foi uma das fundadoras da primeira casa de tradição nagô de candomblé na Bahia. Seu tio avô, e seu primeiro Mestre, Marcos Theodoro Pimentel , foi sumo-sacerdote da casa de Egungun.
Em 1966 "Mestre Didi" visitou a África Ocidental, onde realizou pesquisas comparativas entre o Brasil e o continente africano. De 1960 a 1990, participou, como membro efetivo, de Instituições dedicadas aos estudos africanos e afro-brasileiros, e de congressos sobre o mesmo assunto, no Brasil e no exterior.
Em 1980, fundou e presidiu a Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Asipá.
"Mestre Didi" é  coordenador do Conselho Religioso do Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira e representante da Conferência Internacional da Tradição dos Orixás.
No dizer de Juana Elbein, sua  esposa, ele “mamou  nos peitos das mães africanas”.  Juana Elbein é antropóloga e  companheira  em todas as viagens para  a África, Europa e Américas. Sua filha, Inaicyra  Falcão dos Santos, é cantora lírica, graduada em dança pela Universidade Federal da Bahia, professora (com pós-graduação ao nível de doutorado), pesquisadora das tradições afrobrasileiras e  de artes perfomáticas, na UNICAMP.
"Mestre Didi" absorveu, por meio de sucessivas iniciações,  “o significado das múltiplas relações do homem com seu meio ético, social e cósmico” e, em conseqüência disso, assumiu altas posições na religião africana. Em 1975, recebeu o cargo de Alapini e, em 1983,  o de Baba Mobbá Oni Xangô, entregue em Benin, pelo rei de Ketu.
É também escritor e artista consagrado. Desde criança, aprendeu a  fazer objetos de uso nos rituais do culto orixá  Obaluaiyê .  Suas formas são confeccionadas com contas, búzios, renda de couro e folhas de palmeira e têm como inspiração mitos, lendas e objetos  usados na devoção dos orixás. “Suas obras, diz Juana Elbein,  carregam a experiência, o hálito, a respiração, dos mais antigos aos mais novos, de geração em geração”. Suas esculturas foram  expostas em várias cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Nova Yorque, Frankfurt, Buenos Aires, Paris, Londres, Acra e Nagos. Atualmente podem ser vistas  na “Galeria São Paulo”, em São Paulo. 
 
Aos 29 anos, "Mestre Didi" publicou o primeiro livro, “Yorubá, tal qual se fala”,  com prefácio de Jorge Amado e ilustração de Caribé. No total, lançou cerca de 20 livros  sobre cultura afro-brasileira, nos quais conta histórias  dos terreiros de candomblés “Todos os contos afro-brasileiros são cânticos. Foram feitos para serem ouvidos, cantados e dançados . É por isto que "Mestre Didi"  é conhecido como um artista integral, um renascentista da cultura nagô”, explica Juana Elbein.
Relacionamos abaixo suas principais publicações:
  01- Yorubá tal Qual se Fala, Tipografia Moderna, Bahia, 1950
  02- Contos Negros da Bahia, (Brasil) Edições GRD, Rio, 1961
  03- História de Um Terreiro Nagô, 1.edição,1962
 
  04- Contos de Nagô, Edições GRD, Rio de Janeiro, 1963
  05- Porque Oxalá usa Ekodidé, Ed. Cavaleiro da Lua, 1966
  06- Contos Crioulos da Bahia, Ed. Vozes, Petrópolis, 1976
  07- Contos de Mestre Didi, Ed. Codecri, Rio de Janeiro, 1981
  08- Xangô, el guerrero conquistador y otros cuentos, 1987
  09- Contes noirs de Bahia - Ed. Karthale, 1987
 10- História da Criação do Mundo, 1988 
 
 11- Ancestralidade Africana no Brasil, Mestre Didi: 1988
 12- Pluraridade Cultural e Educação
 13- Nossos Ancestrais e o Terreiro
14- Democracia e Diversidade Humana
 
FONTE: Wikipédia,  a enciclopédia livre.
===================================================
 
ESCULTURAS E LIVROS DE "MESTRE DIDI"
 
            

         
 
 

domingo, 6 de janeiro de 2013

PRISCILIANO SILVA


         
RETRATO DE PRISCILIANO SILVA
AUTOR: IZIDORO RODRIGUES DA SILVA

 

 

Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva, mais conhecido como Prisciliano Silva, nasceu em Salvador no dia 17 de maio de 1883, sendo seus pais Possidônio Izidoro da Sila e Clotilde Rodrigues da Silva.

Sua mãe foi a grande impulsionadora de sua carreira artística. Aos 13 anos de idade ela o matricuou na Escola de Belas Artes (onde estudou Desenho e Pintura) e fez com que ele tomasse aulas particulares no Liceu de Artes e Ofícios, sob orientação de Manoel Lopes Rodrigues  que o apoiou em sua ida a Paris.

Com uma bolsa de estudos concedida pelo Governo do Estado da Bahia, Prisciliano foi se aperfeiçoar em Paris,  onde estudou na Academie Julian e sofreu,  pela primeira vez  as conseqüência de uma esclerose nos tímpanos.
Regressando ao Brasil, realizou sua primeira exposição, no Rio de Janeiro, ocasião em que o Governo fluminense adquiriu uma de suas telas: Interior Bretão.
No Rio de Janeiro permaneceu, até 1912. Naquele ano voltou à Europa, visitou a França e a Bélgica e participou do Salão Oficial dos Artistas Franceses, com o quadro "Retrato de Madame le Clinche".
Em Salvador, no ano seguinte, estabeleceu  seu ateliê ,  passou a lecionar na Escola de Aprendizes e Artífices, e mereceu de Rui Barbosa elogioso conceito. Rui, fazendo verdadeira profecia, disse:  "...o meu instinto, minha intuição, algum gosto que terei, talvez, e o meu hábito de ver obras de mestres, me indicam em Presciliano Silva um pintor de extraordinário merecimento e futuro."
Em 1915, realizou pinturaas decorativas na nave central da capela-mor da Igreja da Piedade e iniciou  sua carreira docente na Escola de Belas Artes da Bahia, ensinando Desenho. Dessa Escola foi, algum tempo depois, diretor.
Em 1930, concluiu o mais famoso de seus trabalhos, o quadro  "Entrada do Exército Libertador", obra  encomendada pelo Prefeito de Salvador e que retrata o término da guerra da Independência, em 2 de julho de 1923. Este quadro mereceu a medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes, em 1941.
Em 1947, Prisciliano recebeu a medalha de honra, pela tela "O Romeiro". Pouco depois, em 1948, foi pemiado no 14º Salão Paulista de Belas Artes, com a tela "Interior da Igreja de São Francisco".
As honrarias não pararam aí, pois em 1960 recebeu o título de Professor Emérito da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.
Grande artista, festejado por diversos mestres da pintura e admiradores, Prisciliano viveu pintando até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro, no dia 7 de agosto de 1965.
 
FONTE:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
=====================================================
 
     QUADROS DE PRICILIANO SILVA
 
          
        ENTRADA DO EXÉRCITO LIBERTADOR
 
          
SACRISTIA DA IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO
 
               
               INTERIOR BRETÃO
 
             Lima e Silva Por Presciliano
                                                   ENTRADA DO EXÉRCITO LIBERTADOR
                                                                               (DETALHE)

sábado, 5 de janeiro de 2013

MARIA BETHÂNIA


                                  MARIA BETHÂNIA
                           http://www.google.com.br/search?num=10&hl=f





Maria Bethânia Viana Teles Velloso, mais conhecida como Maria Bethânia, nasceu em Santo Amaro da Purificação, no dia 18 de junho de 1946, sendo seus pais José Teles Veloso, Seu Zezinho, e Claudionor Viana Teles Velloso, Dona Canô. É irmã do cantor Caetano Veloso, e da escritora Mabel Veloso.
Passou a infência em sua cidade natal, onde aprendeu as primeiras letas. Aos 14 anos, continuar os estudos, mudou-se para Salvador. Na capital baiana frequentou o meio artístico local, em companhia de Caetano Veloso. Três anos depois, fez sua primeira aparição, cantando na peça “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues.
Em 1964, participou de vários espetáculos: Nós por Exemplo, Mora na Filosofia  e Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, sempre ao lado do seu irmão, e de Gilberto Gil.
Sua estreia em grande estilo foi no dia 13 de fevereiro de 1965, quando, substituiu  Nara Leão, no espetáculo Opinião. Daí por diante sua carreira fluiu de tal forma que hoje é considerada a segunda cantora feminina em vendagem de disco e a maior em vendagem de MPB: 26 milhões de cópias!!!
As canções Carcará,  Mora na filosofia,  Andaluzia,  Feitio de oração,  Sol negro, Três Apitos, Pra que mentir, Pierrot apaixonado, Meu barracão, Último Desejo, Silêncio de um minuto, O meu amor e Sonho meu,  Mel e Talismã ,  A Beira Mar,  Na primeira manhã, Nossos momentos,  ABC do Sertão,  Somos iguais e  Sonho impossível,  são  joias da Música Popular Brasileira.
Maria Bethânia é a idealizadora do grupo Doces Bárbaros,  juntamente com Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil.  Doces Bárbaros se transformou em tema de um filme e  enredo de escola de samba; com a canção Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, comandou o trio elétrico no Carnaval de Salvador e foi motivo de um espetáculo oferecido à  Rainha da Inglaterra, na praia de Copacabana.
Ao lado de Elis Regina, Fafá de Belém, Simone, Rita Lee, Gal Costa e  Regina Duarte, Maria Bethânia é um ídolo que encantou o povo brasileiro. Juntas, protagonizaram o seriado Malu Mulher e encheram de alegria milhões de fãs, no Brasil e no extrior.
Maria Bethânia, com sua voz  inconfundível, participou  do  coro We Are the Word  (versão brasileira) e  de outros projetos, tal como Nordeste Já, lançado em 1985, em favor da campanha contra a seca do Nordeste.
Com o disco Álibi, Maria Bethânia passou à história como a primeira cantora brasileira a vender mais de um milhão de cópias de um mesmo disco.
Em 1990, ao completar 25 anos de exitosa carreira, lançou o LP 25 Anos, com a participação de vários cantores e músicos, tais como Gal Costa, Alcione, João Gilberto, Egberto Gismonti, Nina Simone, Fátima Guedes, Hermeto Paschoal, Sivuca, Wagnar Tiso, Toninho Horta, Jacques Morelembaum, Almir Sater e outros. Foi um estrondoso sucesso.
Outro acontecimento notável foi o lançamento, em 1993, do CD As canções que você fez pra mim  que gerou mais de um milhão de cópias e foi traduzido para o hespanhol, sob o título Las canciones que hiciste para mi, reproduzidas com outras músicas, igualmente lindas: Fiera Herida ( Fera Ferida) e Palabras (Palavras).
Bethânia, misturando músicas e poemas, revolucionou a maneira  de se fazer espetáculos no Brasil. A Vinícius  Moraisde ela dedicou um disco completo: Que falta você me faz, sucesso do ano de 2005.
========================================================================
            
                                                                                    

 

 

GILBERTO GIL


GILBERTO GIL




Gilberto Gil nasceu em Salvador no dia 26 de junho de 1942,   sendo seus pais  José Gil Moreira (médico e poeta) e Claudina Moreira.
Bem cedo seus peogenitores mudaram-se para Ituaçu. Aos 8 anos de idade, Gilberto Gil voltou para Salvador, matriculou-se no Colégio Maristas, entrou em uma academia de acordeom.
Concluídos  os preparatórios, ingressou na Faculdade de Administração da Universidade Federal da Bahia, quando conheceu Caetano Veloso, Maria Betânia, Gal Costa e Tom Zé e com eles realizou, em junho de 1964,  sua primeira apresentação pública.
Em 1965, completou o curso de graduação e mudou-se para São Paulo. onde cantou a música “Iemanjá” no V Festival da Balança, festival organizado pelos estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie.
Dois anos depois, causou sucesso no Festival de Música da Record.
Em 1968,  ele e Caetano Veloso foram presos pelo regime militar, sob alegação de exercerem atividades subversivas. As músicas de Gilberto Gil e de Caetano Veloso, líderes do tropicalismo, lançaram  o grito de repulsa ao regime vigente, motivo pelo qual foram expulsos e exilados na Inglaterra. Em Londres, compondo em inglês, conquistaram o público europeu.
Em 1970, foi o único latino a participar do Festivel da Ilha Wight, ao  lado das maiores estrelas do rocck-pop mundial. Fez uma turnê pelos Estados Unidos, obtendo grande sucesso.
A partir de então se tornou um artista consagrado. Deu expressiva contribuição à música africana, norte-americana e jamaicana (reggae), lançou os álbuns “Realce” e “ “Refazendo” e gravou a música “Eu vim da Bahia”, no LP “João Gilberto”.
Em 1972, Gilberto Gil e Caetano Veloso retornaram ao Brasil.
Em 1975, gravou “Refavela” (depois de uma viagem à África), e “Realce”. Na canção “Sandra”, do álbum “Realce”, fez alusão à sua experiência de ter sido preso por pote de drogas quando fazia uma excursão ao sul do Brasil e, em conseqüência, ter sido condenado a permanecer em um manicômio judiciário.
Em parceria com Caetano e Gal Costa lançou, em 1976, o disco “Doces Bárbaros”, muito criticado na época; depois, foi considerado obra-prima, serviu de enredo para a escola de samba Estação da Mangueira, agitou o carnaval de Salvador e foi apresentado, à Rainha da Inglaterra, em desfile realizado na praia de Copacabana.
Em 1989, foi eleito vereador em Salvador e em 1º de janeiro de 2003 foi nomeado Ministro da Cultura (cargo que exerceu até 30 de julho de 2008).
===========================================================
      
A COISA MAIS LINDA QUE EXISTE
Coisa mais linda nesse mundo
É sair por um segundo
E te encontrar por aí
E ficar sem compromisso
Pra fazer festa ou comício
Com você perto de mim
Na cidade em que me perco
Na praça em que me resolvo
Na noite da noite escura
É lindo ter junto ao corpo
Ternura de um corpo manso
Na noite da noite escura
A coisa mais linda que existe
É ter você perto de mim
O apartamento, o jornal
O pensamento, a navalha
A sorte que o vento espalha
Essa alegria, o perigo
Eu quero tudo contigo,
com você perto de mim
 
                                                       

 
                                          
                
                                                   
                       
                                        
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

CAETANO VELOSO


CAETANO VELOSO
 
 
Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, mais conhecido como Caetano Veloso, músico, produtor, arranjador e escritor, nasceu em Santo Amaro da Purificação no dia 7 de agosto de 1942, sendo seus pais José Teles Veloso, Seu Zezinho, e Claudionor Viana Teles Veloso, Dona Canô.
Desde a infância, demonstrou grande interesse pela arte e pela pintura e aprendeu a tocar violão.
Nos anos 1960 e 1962, escreveu algumas críticas sobre cinema  mas só iniciou sua carreira artística em meados da década de 1960, quando lançou o disco “Cavaleiro/Samba da Paz”. Acompanhou sua irmã, Maria Betânia, no espetáculo “Opinião” e, além de  participar de festivais de música popular, compoz trilhas musicais.
Em 1967, lançou seu primeiro LP, “Domingo”, com Gal Costa, e liderou o “Tropicalismo”, movimento que renovou o panorama musical brasileiro.
No ano seguinte, compoz o hino “É proibido Proibir” que causou grande celeuma durante o III Festival Internacional da Canção.
Desde o início de sua carreira, Caetano foi confundido como militante de esquerda, ganhando com isso a antipatia do regime militar instaurado no Brasil no ano de 1964. Saus canções foram constantemente censuradas neste período, ou até mesmo banidas.
Em 27 de dezembro de 1968, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos, sob acusação de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira nacionais. Levados para um quartel militar do Rio de Janeiro, tiveram suas cabeças raspadas.
Ambos foram soltos em fevdreiro de 1969. Seguiram para Salvador, onde permaneceram em regime de confinamento, sem licença para aparecerem em público, nem fazer declarações. Em julho apresentaram-se em dois shows no Teatro Castro Alves e partiram para o exílio, na Inglaterra.
Em Londres,  Caetano lançou os discos “Caetano Veloso”  e “Transa”. Esta última produção assinala seu regresso ao Brasil.
Em 1976, formou, com Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Betânia, o grupo hippie “Doces Bárbaros” e com eles percorreu o país.
Nos anos de 1980, lançou os discos “Outras Palavras”, “Cores”, “Nomes”, “Uns” e “Velô”. A partir de então, conquistou a fama e passou a ser considerado um atista famoso e um dos mais respeitados e produtivos músicos da América Latina e do mundo, com mais de cinquenta discos e várias canções em trilhas musicais.
Caetano Veloso é um dos melhores compositores do século XX, ao lado de Bob Dvlan, Bob Marley, John Lennon e Paul McCarteney.
 
  
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

sábado, 29 de dezembro de 2012

DONA CANÔ


DONA CANÔ






Claudionor Viana Teles Velloso, mais conhecida como Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, e mais seis filhos, nasceu em 16 de setembro de 1907, sendo seus pais Anísio César de Oliveira Viana e Júlia Vianna.
De instrução primária, pertencente a uma família humilde, D. Canô se tornou  uma das pessoas mais ilustres de Santo Amaro da Purificação, e da Bahia.
Sua biografia foi publicada pelo historiador Antônio Guerreiro de Freitas e por Arthur Assis Gonçalves da Silva, no livro “Canô Velloso, lembranças do saber viver”.
Extremamente simples, quando interrogada sobre seu prestígio, respondia: “Fiquei conhecida por causa de meus dois filhos que nunca se esqueceram de onde vieram nem da mãe que têm”.
D. Canô se tornou uma figura pública. Suas atitudes e opiniões tinham enorme pristígio. Por ocasião dos festejos de seu centenário, Monsenhor Sadock declarou: “Quando eu pergunto lá fora quem é Canozinha, todo mundo responde que é amãe de Bethânia e Caetano. Pois aqui em Santo Amaro, eles é que são filhos de Canozinha”.
Quando completou 90 anos de idade, o Senador e ex-Governador Antônio Carlos Magalhães, homenageou-a afirmando: “A Bahia se regozija com uma vida a serviço de Santo Amaro e do povo baiano. Dona Canô é símbolo da Bahia, um símbolo que produziu grandes nomes”. O Governador Jaques Wagner, por ocasião do seu centenário, declarou: “A fragilidade do seu corpo contrasta com o gigantismo da sua alma”. Os presidentes Lula e Dilma Rousseff  à matriarca dedicam especial carinho. Por ocasião da última campanha eleitoral  para presidente da República,  Caetano Veloso  decarou que “Marina Silva é inteligente como Obama, não é analfabeta como Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro”. D. Canô reprimiu o filho, dizendo “Lula não merece isso. Quero muito bem a ele. Foi uma ofensa sem necessidade. Caetano não tinha que dizer aquilo”.  Pouco depois, Lula telefonou para D. Canô, ponto um ponto final ao desconforto com as seguintes palavras: “D. Canô, não fique chateada, preocupada, porque gosto muito da senhora e gosto do Caetano também”...
Nâo obstante,  D. Canô sempre repetia: “Tenho amizade com os políticos, mas é amizade, amizade, política à parte” .
D. Canô nunca utilizou  seu prestígio em benefício próprio. Sempre batalhou em benefício da comunidade: lutou pela purificação do Rio Subaé, pela reconstrução da Igreja Matriz e pela reativação do Hospital Nossa Senhora da Natividade. Organizou novenas e festas religiosas, comemorações cívicas e manifestações folclóricas. O cortejo da festa de Nossa Senhora da Purificação, por exemplo, saia de sua casa.
A ilustre baiana, querida e admirada pelo  Brasil, faleceu em sua residência, em Santo Amaro da Purificação, no dia 25 de dezembro de 2012. Pouco antes de morrer,  ao se despedir do amigo Jorge Portugal, disse: “Tô indo pro céu”...
"Fica a lição de amor, de guerreira, uma mãe exemplar. Fica a saudade e a certeza que ela está em um lugar bom. Isso também nos dá um conforto. Bacana ter sido em um dia de Natal, isso é lindo", disse o filho Rodrigo.